quinta-feira, 12 de maio de 2011

NA ESTRADA PARA NASCA



Vale do Curahuasi


Rio Apurimac

Seguindo os planos de viagem, rumamos para Nasca. Depois de 200 km por caminhos de cordilheira, cruzamos por Abancay, com vistas para o “Canón del Apurimac”, o mais profundo do Peru e por onde corre o rio que dá o nome a ele, formando um vale com terras altamente férteis. Entre elas, podemos destacar as terras de Curahuasi, onde se produz o melhor anis do mundo.


Canón del Apurimac


Gelo na Cordilheira

As grandes altitudes da região ainda conservavam o gelo por partes da cordilheira. Margeando sempre o rio Pachachaca, afluente do rio Apurimac, demoramos um dia todo de viagem até chegarmos em Chalhuanca, capital da província de Aymares, localizada a 120 km para frente de Abancay. Lá, encontramos o Hotel Tampumayu, onde passamos uma noite confortável, o que foi supreendente para uma região tão remota.


Familia Braga na Cordilheira dos Andes, ainda com gelo

quarta-feira, 11 de maio de 2011

MACHU PICCHU - A cidade perdida

Trem Expedición da Perurail, seguindo para Águas Calientes

Depois de um longo e exaustivo trajeto, com 1h30 de viagem em uma van até Ollantaytambo somada ao mesmo tanto de tempo dentro do trem Expedición da Perurail, serpenteando o cânion do rio Urumbamba, chegamos finalmente em Águas Calientes. Mas a jornada ainda não tinha acabado, por mais meia hora, um ônibus nos conduziu e subiu por um estreito caminho de terra até Machu Picchu.

 Machu Picchu, no vale do rio Urubamba

Ao chegar, ficamos impressinados com a grandiosidade das ruínas da “cidade perdida”, construída no século XV e, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca. Machu Picchu está situado no topo de uma montanha a 2400 metros de altitude e é considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO e, oficialmente, uma das 7 maravilhas do mundo.

Uma parada para apreciar a indescritível arquitetura da "cidade perdida dos Incas"

Suas ruínas foram redescobertas em 1911, pelo professor norte-americano Hiram Bingham e sua expedição, que logo apresentaram esta maravilha ao mundo. Hoje, boa parte da cidade foi reconstruída e apenas 30% dela é original.

terça-feira, 10 de maio de 2011

EXPLORANDO CUSCO

A noite de ontem serviu para recarregarmos as energias da viagem e, hoje, acordamos  dispostos para visitar as principais ruínas da cidade. Para começar, fomos à Catedral de Cusco, que guarda riquezas de considerável valor e que foi construída com materiais extraídos das antigas muralhas e dos palácios Incas.

Catedral de Cusco

Outra igreja de grande interesse é a de Santo Domingo, construída sobre os muros do Templo do Sol, conhecido como Koricancha.

Convento de Santo Domingo

Partimos então para o city tour. Conhecemos o Saqsayhuaman, uma fortaleza inca cujo nome significa “falcão satisfeito”. Hoje apenas 20% da construção pode ser vista, já que a outra parte foi destruída no período colonial.

Fortaleza de Saqsayhuaman

Passamos por Qenqo, o centro cerimonial astrológico e de iniciação dos incas, Pukapukara, uma estrutura de pedra avermelhada (daí o nome, que significa Forte Vermelho) e, por fim, visitamos Tambomachay, um famoso sítio arqueológico construído para cultuar a água e que também servia como um lugar para o descanso do chefe Inca.

Pukapukara servia de abrigo e local de descanso para a comitiva do imperador

Tambomachay, conhecido também por Banhos do Inca

segunda-feira, 9 de maio de 2011

RUMO AO PERU - Uma viagem no tempo


Desaguadero, à 115 km de La Paz, foi nosso último ponto da Bolívia. Sempre margeando o Lago Titicaca, adentramos tranquilamente no território peruano. Conhecemos Puno, no extremo sul do Peru, e seguimos para o nosso destino, Cusco.

 O Lago Titicaca nos acompanha em boa parte do trajeto

 Somos presenteados com belas paisagens até Cusco


Segundo estimativas, Cusco foi fundada entre os séculos XI e XII e era o mais importante centro cultural e administrativo do Império Inca. Ela fica lozalizado no sudeste do Vale Sagrado dos Incas.

Infelizmente, em 1532, a cidade foi invadida pelo espanhol Francisco Pizarro, que contribuiu para destruir os pomposos palácios incas, com o objetivo de construir outros edifícios, entre eles, novas igrejas cristãs e, assim, estabelecer a hegemonia do domínio europeu.

Cusco é considerada a capital arqueológica da América Meridional, com inúmeros e interessantes vestígios dos incas. A cidade também se caracteriza por edifícios grandes, com pátios interiores e rodeados por estreitas e sinuosas ruas, pequenas praças e cantos escondidos, onde muitos vestígios de construções anteriores à conquista podem ser vistos.
 Convento de Santo Domingo, em Cusco
Hoje, com uma população de aproximadamente 300 mil habitantes, mantém preservada sua arquitetura colonial. Também é considerada uma das cidades mais altas do mundo, com 3399 metros de altitude.

domingo, 8 de maio de 2011

LAGO TITICACA


  Criação de lhamas às margens do Titicaca

Tiramos o domingo para visitar o Lago Titicaca, à 50 km de La Paz. Com 3821 metros acima do nível do mar, ele é o mais alto lago navegável do mundo e o segundo maior da América Latina, atrás apenas do Lago Maracaibo, na Venezuela.


Segundo conta a lenda, o Titicaca foi berço da civilização Inca, e uma volta por sua margem nos transporta para o período pré-colombiano de domínio deste magnífico povo.

  
Suas águas transparentes, que chegam a ter 280 metros de profundidade, refletem o azul do céu e formam um colorido indescritível.

 

sábado, 7 de maio de 2011

UM DIA LONGE DA ESTRADA

Hoje, depois de toda a correria na cidade, tiramos o dia para descansar no hotel, responder alguns e-mails e organizar o material para as reportagens dos jornais. Amanhã, domingo, voltamos ao roteiro de viagens planejado.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

MAIS UM DIA DE SUCESSO


Palácio do Governo Boliviano

Voltei à Embaixada para retirar as credenciais oferecidas para estabelecer contato com órgãos do governo boliviano. Em seguida, rumei ao Jornal La Razón, onde fui entrevistado pela diretora e jornalista, Sra. Mabel Franco.
À tarde, fui recebido, por Jorge Carrasco Guzman, proprietário do El Diário, maior e mais antigo jornal da Bolívia, com 107 anos de fundação. Jorge prontamente se ofereceu para publicar uma matéria sobre a expedição e o livro.
Completei o sucesso do dia em uma reunião com o Lic. Luis Oporto Ordoñez, Diretor da Biblioteca y Archivo Nacional, que como historiador altamente interessado por assuntos de preservação da história, imediatamente após conhecer o tema, chamou a televisão para uma entrevista. Surpreso inicialmente com minha audácia em propor o nome do Comandante Oliveira para o trecho do canal bioceânico a ser inaugurado até o final do ano, ao final da conversa, assumiu para si a tarefa de apoiar tal propósito.
No Archivo Nacional, pesquisando antigas publicações, consegui duas notícias sobre a passagem da expedição em 9 e 11 de outubro de 1929, no Jornal El Diário.
(As matérias publicadas serão adicionadas em breve)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

VISITA BEM SUCEDIDA!

A cidade de Nuestra Señora de La Paz, como é originalmente registrada, tem quase 5 séculos de vida - fundada em 1548 - e a maior população da Bolívia, com aproximadamente 2 milhões de habitantes. O que pouco gente sabe é que ela não é a capital oficial do país, que continua sendo Sucre, mas para efeitos administrativos e internacionais a importância da capital La Paz é inquestionável.
Logo pela manhã, fui à Embaixada do Brasil. Lá, fui recebido pela assessora de imprensa, Viviana Rodriguez, e levado ao Chefe de Assuntos Culturais, o diplomata Evandro Barros de Araujo, que impressionado com a história narrada no livro, comunicou minha presença ao Embaixador Marcel Biato, que prontamente me atendeu.

Ao lado do diplomata Evandro Araújo e do embaixador Marcel Biato

As quase duas horas de conversa com o embaixador foram bem sucedidas. A estrutura da Embaixada foi disponibilizada para a Nova Expedição, assim como sua assessoria de imprensa e a colaboração na tentativa de nomear a rodovia que liga Santa Cruz de La Sierra à Corumbá, com o nome do Comandante Oliveira.

O embaixador Marcel Biato disponibilizou a estrutura da Embaixada para a Nova Expedição

quarta-feira, 4 de maio de 2011

CHEGANDO À CAPITAL

Em La Paz, o cansaço e a dificuldade para conseguir um hotel a altas horas da noite foram recompensados pela escolha do aparthotel Camino Real. Lindo, cinco estrelas e barato comparado aos outros hotéis, foi o melhor custo beneficio até agora.
A bela imagem do monte Illimani, emoldurada pela janela do apartamento e somada ao dia chuvoso e muito frio, nos forçou a dormir até mais tarde e passar o dia hibernando na capital boliviana.
Vista do Nevado Illimani pela janela do hotel

Illami é a montanha mais alta da Cordilheira Real e o segundo pico mais alto da Bolívia, ficando atrás apenas do Nevado Sajama. Com quase 6500 metros de altura, o monte é bastante visível na cidade de La Paz.

terça-feira, 3 de maio de 2011

POTOSÍ- ORURO - LA PAZ


 As tradicionais lhamas bolivianas cruzam nosso caminho até Oruro

 Bela vista da estrada de Potosí - Oruro

Recuperados do último dia de viagem, acordamos e demos uma volta pela antiga cidade de Potosí antes de partir para Oruro. A “interminável” e solitária rodovia pela qual viajamos contornava as montanhas áridas da Cordilheira dos Andes até chegar ao altiplano de terras férteis do vale banhado pelo Lago Poopó.  

Poopó é um grande lago salgado localizado numa depressão rasa nas montanhas do altiplano boliviano à aproximadamente 3700 m de altitude em relação ao nível do mar. Ele é alimentado pelo rio Desaguadero, que escoa a partir do Lago Titicaca, no extremo norte do altiplano.

 Lago Poopó

Oruro fica no meio do caminho entre a cidade de Potosí e a capital boliviana, La Paz. Com 404 anos de história e aproximadamente 260 mil habitantes, é considerada a capital folclórica do país por conta do seu carnaval, que é um dos mais importantes do mundo e foi declarado Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2001. 

Já no final do dia, as imagens do lindo pôr-do-sol nos animaram a prosseguir viagem até La Paz, onde chegamos no final da noite.

Pôr-do-sol em Oruro

Rodamos 540 km por uma boa rodovia, mas muitas curvas nos acompanharam nos primeiros 160 km até alcançarmos o altiplano boliviano. Os últimos quilômetros da Panamericana foram marcados por planície e retas até chegarmos à La Paz.